terça-feira, 8 de junho de 2010

Aviso aos Leitores

Esse blog não morreu.
Apenas está desatualizado. Por um tempo deixei de postar as reflexões das aulas, não porque parei de refletir, é que as reflexões tem tomado muito tempo.
Voltarei a publicar aqui quando tiver uma folga, quero compartilhar outras reflexões e deixá-las registradas com calma.

Até breve.

domingo, 28 de março de 2010

Reflexão Final

Ser um professor reflexivo não é tarefa fácil, requer cautela, prática e experiência. Todos os textos lidos e apresentados nos diários de leitura procuram mostrar que para desenvolver a reflexão crítica é necessário conhecer a si mesmo, ao seu público e dominar a linguagem que lhe permitirá refletir sobre a prática.
Refletir é diferente de sentar e pensar. O pensamento se esvai, fica para trás, já a reflexão permite rever a prática, reavaliar, mudar, crescer. Um profissional reflexivo estará sempre em busca de respostas aos seus conflitos diários.
O professor tem a chance de aprender muito com a prática reflexiva. Aprende a controlar seus limites, aprende a reconhecer os limites dos alunos e o que faz sentido para eles.
A incerteza acaba onde não há medo, onde reinam a esperança e a capacidade de refletir na ação. Aprender com os erros, aprender nos erros, é o primeiro passo para a transformação.

sábado, 27 de março de 2010

Diário de Leitura IV


MAGALHÃES, M.C.C. 2004. A linguagem na formação de professores reflexivos e críticos. In: M.C.C. MAGALHÃES (org.), A formação do professor como um profissional crítico. Campinas, Mercado de Letras, p. 59-85.

A autora deixa bem claro o objetivo do texto logo no título: discutir a linguagem na formação de professores como profissionais críticos e reflexivos. Inicia já com um levantamento teórico de pesquisadores que discutiram a prática reflexiva, destacando Paulo Freire e Shön, por exemplo.
A autora afirma que o trabalho do professor é complexo, as escolas tem muitas dificuldades de mudança, constantemente acontecem reformas impostas, professores são pressionados, não recebem apoio teórico, enfrentam problemas com família, comunidade e salários baixos. Magalhães (2004:61) afirma que precisa haver um “repensar da cultura escolar”, e consequentemente um repensar do currículo.
Para que haja efeito significativo nessas discussões, é necessário que o professor seja capaz de descrever, analisar e interpretar a própria prática; com a compreensão dessa linguagem, o professor conquista seu espaço para desconstrução e reconstrução.
O texto faz uma intertextualidade com o livro Formação Crítica de Educadores: questões fundamentais (LIBERALI, 2008), ambos os textos muito tem a acrescentar aos educadores que querem tornar-se reflexivos.
A decisão de ser reflexivo por si só não é suficiente, é preciso desenvolver uma linguagem adequada, utilizar instrumentos de observação, registro, confronto, reflexão e transformação. 
Penso que refletir criticamente é olhar para minha prática, fazer perguntas, encontrar respostas e dessas respostas reconstruir minha prática. Sou agente da minha ação, posso com uso da linguagem crescer e evoluir sempre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Diário de Leitura III


LESSA, Ângela Cavenaghi; LIBERALI, Fernanda Coelho; FIDALGO, Sueli Salles – PUC-SP (LAEL). English Teaching for citizen Education: Critical Role – Taking as a Empowering Device. Teacher development. University of Kent, Canterbury,2005.


O objetivo das autoras nesse texto é discutir o contexto de cidadania e Empowerment na educação, com foco específico no ensino da língua inglesa. Partindo de experiências do Curso de Extensão “Reflexão sobre a ação” professores aprendendo e ensinando, as autoras discutem o entendimento e o desenvolvimento de cidadania em um contexto específico.
O empowerment (poder pessoal) muito difundido nas ideias de Paulo Freire, muito se relaciona com a força interna do professor, com sua ação voluntária para reavaliar sua postura como cidadão que ensina e aprende, a reflexão constante da necessidade de mudança, a forte vontade de êxito.
O professor é um ser atuante, em todos os sentidos, o conceito de citizenship discutido pelas autoras, leva a entender que o professor além de fazer parte da sociedade, deve ser um cidadão que age, capaz de refletir, confrontar e mudar.
O programa de educação continuada permite essa mudança, refletir na ação e refletir sobre a ação. O trabalho do professor é muito complexo, mas se ele consegue desenvolver a reflexão sobre sua prática, poderá tornar esse trabalho mais ddigno, menos árduo.
Já sabemos refletir, o que precisamos é desenvolver o hábito da Reflexão crítica, reflexão para a mudança, jamais acomodar com o que incomoda.

Diário de leitura II


ROMERO, T.R.S. Reflecting through autobiographies in teacher education. In Burton, J.Qyirke, P.; Reichmann, C.L & Peyton, J.K. (eds). Reflective writing: a way to lifelong teacher learning. USA. TSL-EJ Publications, 2009. Pp.82-95. Capturado em: http://tesl-ej.org/books/reflective_writing.pdf em 01 de fevereiro de 2010.

Reflecting through autobiographies in teacher education é um texto com o objetivo de refletir exatamente sobre o uso de autobiografias nos programas de educação continuada, uma abordagem feita especificamente para professores de Língua Inglesa da escola pública. Os dados do estudo (autobiografias) são de professores como eu, que estão na rede pública e passaram pela Cultura Inglesa e depois pela PUC para o programa de aperfeiçoamento linguístico e educação continuada.
O texto aborda muito história de vida e a necessidade de análise e da prática existente na vida do professor. Dessa forma, Romero dialoga com Perrenoud, uma vez que os mesmos afirmam que a prática reflexiva deve ser uma constante na vida do professor, que não deve abandonar a reflexão assim que encontra a solução para um problema que o incomoda.
Essa prática reflexiva, segundo a autora, deve existir de forma contextualizada, só refletir não resolve conflitos que enfrentamos todos os dias, a reflexão deve ser embasada na teoria, deve existir em busca de soluções.
A ideia de refletir faz pensar que estamos diante de um ofício solitário, Romero (2009:84) nos mostra que não estamos sozinhos na investigação da própria prática, há uma série de contextos envolvidos nesse processo: desenvolvimentos social, histórico, interações individuais no contexto cultural com outros, entre outros fatores que fazem parte da vida do professor.
A ação de refletir criticamente, como já afirmei, exige prática e preparo. Escolhas linguísticas fazem a diferença nesse processo e nos ajudam a refletir da maneira correta. Para isso, a autora apresenta quatro ações reflexivas (baseadas no trabalho de Freire (1970) e Smyth (1989, 1992) – que são: o descrever (descrição concreta da experiência com o máximo de detalhes e sem julgamentos, aqui respondemos a pergunta “O que aconteceu?”).
O informar é a interpretação dos fatos descritos na visão dos teóricos – “Qual o significado das ações?”. Confrontar parte para a reflexão crítica, avaliando os fatos já descritos e teoricamente interpretados: “Como me tornei assim? Quero ser assim?”. O reconstruir é a fase da renovação: “Como posso agir de forma diferente?”. Nessa estapa, o professor é capaz de controlar seus atos, refletindo na e sobre a ação.
Essas ações são de suma importância para a minha prática, respondem uma série de perguntas que levam-me a refletir, permitindo e provocando mudanças, tenho a oportunidade de ampliar minha visão e refletir sobre a minha prática.
Esse texto faz intertextualidade com o livro da Liberali (2008), que também propõe uma investigação, reflexão e transformação das ações, provocando compreensão da linguagem no contexto crítico reflexivo. A autora também fala das quatro ações reflexivas de forma clara, trazendo exemplos de descrições e análises da prática.

Diário de Leitura I


PERRENOUD, Philippe. A prática reflexiva no ofício do professor: profissionalização e razão pedagógica/Philippe Perrenoud; trad. Cláudia Shilling. – Porto Alegre: Artmed Editora, 2002. Pp. 47-70.

O objetivo do texto é discutir sobre a reflexão da própria prática e mostrar como essa deve ser o objetivo central as formação dos professores. O texto é direcionado a todos os professores da educação básica, permeando desde a formação para professores experientes até chegar nos futuros professores. O autor questiona o motivo da formação reflexiva dos professores e argumenta como garantir a eficácia na busca por essa formação inicial reflexiva.
Perrenoud (2002:48) apresenta dez argumentos que justificariam a formação reflexiva do professor. Dentre esses pontos de vista, posso dizer que a formação reflexiva muito tem a somar na formação do educador. O profissional reflexivo desenvolve a capacidade de crescer, mudar sua prática, se autoconhecer, conhecer os colegas, se profissionalizar e compensar a superficialidade da formação profissional.
Como o próprio nome diz, a prática reflexiva só se desenvolve na prática, não adianta estudar teoria sobre a prática reflexiva e quando for necessário, esquecer completamente a reflexão. Perrenoud (2002:50) ressalta que a reflexão não deve aparecer apenas para solucionar problemas, a reflexão só será meio de transformação quando se tornar um hábito.
Acredito que a reflexão crítica não se aprende em teorias. Essa prática deve ser intrínseca no ser humano, deve fazer parte do cotidiano, ser treinada todos os dias, tanto para o professor iniciante, quanto para o experiente.
A reflexão me moldará como profissional e como pessoa. Há uma frase que diz “O curioso paradoxo é quando me aceito como sou, tenho a oportunidade de mudar” (Carl Rogers). Quando reflito sobre/na prática, tenho a oportunidade de encontrar falhas e corrigí-las, consequentemente evito que apareçam novos problemas.
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